segunda-feira, 24 de junho de 2024

FILMES E SÉRIES

Quem imaginava que depois dessa pandemia, muita coisa ia sumir, inclusive a criatividade dos escritores. Alguém me fale um filme depois de 2021 para cá? Estou assistindo a filmes antigos, e apresentando inclusive para o meu filho, porque realmente não sei nos dias de hoje o que posso mostrar a ele que ensine algo, como faça ele lidar com os sentimentos. Ontem assistimos Eu sou a Lenda, gostou muito, estamos na fase Premonição, já foram 2, creio que os melhores, ele curte um terror, suspense. Adoramos animações e essa semana fomos na estréia de Divertidamente 2, maravilhoso, chorei até, porque estamos exatamente nessa fase da puberdade, onde muitos sentimentos novos aparecem e não conseguimos lidar com tudo isso. Foi muito bom, porque todos os envolvidos nesse processo, assistiram e com certeza nos ajudará a lembrar, quando nos depararmos com esses sentimentos.

NOSTALGIA

Não sou muito de mídias sociais, estava vendo um anúncio no Facebook e me deparei com o meu perfil e nele um link para uma página de blog, não acreditei que eu tinha um blog e não lembrava. Que loucura isso, como conseguimos esquecer certas coisas, nosso cérebro é bem inteligente, com nossas várias caixinhas, ele resolveu incluir esse na caixinha do esquecimento. Mas enfim, me lendo, me veio todos os sentimentos daquela época, 8 anos atrás, onde eu não via a hora de muita coisa passar, fases do meu filho, onde eu não tinha tempo para nada, respirava, vivia meu filho. E quando me falavam isso passa, eu chorava, porque não via a hora de que passasse. E passou. Não digo que sinto saudades, amo ser mãe, amo meu filho, morro por ele, saudades de alguns momentos, mas eu acho que sou aquele tipo de mãe que gosta dessa fase, em que ele conversa pouco comigo, mas o necessário para me manter informada do que está se passando com ele, a independência, a isso eu prezo demais em um ser humano, e meu filho é muito independente, hoje eu sei que criei ele para o mundo, precisa de mais um pouquinho de lapidação, mas ele só tem 12 anos, apesar de ser enorme e parece ter 16, ainda é meu bebê. Hoje trabalho mais tranquila, sei que ele consegue se virar, sou uma pessoa mais relaxada com a vida, consigo me cuidar, ler meus livros, assistir meu filmes e séries, jogar um video game com ele e também irmos ao cinema juntos. Consigo tomar banho, lavar o cabelo, me cuidar, sem pressa de sair do banho, a não ser pela consciência ambiental, economizar água. Aquela Andrea de 8 anos atrás, jamais iria imaginar que tanta coisa ia acontecer em 8 anos. Aquela Andrea que virou sacoleira, Uber, entregadora de encomendas pela internet. Que sofreu um AVC com 38 anos e ficou desesperada, achando que nunca mais ia ver seu filho. Agora com 44 anos, estou bem na minha carreira? Sim, mas quero mais, voltei a colocar minhas metas, fazer mais cursos, me reciclar e buscar um rumo melhor para minha profissional, achei minha auto estima, eu me amo do jeito que sou, na verdade, mudei muito após o AVC, saber que de uma hora para outra não estaremos aqui e nunca saberemos quando isso irá acontecer. Só me deu maior senso de urgência de viver a vida com felicidade, correndo atrás do que quero o mais rápido possível, ter qualidade de vida. e não ligar para o que os outros pensam. Enfim, vamos ver daqui quantos anos retorno a esse blog e o que terei para escrever para eu do futuro. Seja feliz!